10 Países que não exigem visto para brasileiros: veja destinos e regras de entrada

Mão segurando o passaporte brasileiro aberto em destaque com um mapa-múndi ao fundo, ilustrando viagens internacionais sem visto. O passaporte brasileiro permite a entrada em diversos países sem a necessidade de visto prévio.

Resumo: Saiba quanto tempo brasileiros podem permanecer em diferentes países sem visto, quais documentos levar e o que pode ser exigido na imigração.

Viajar para o exterior sem precisar solicitar um visto antes do embarque pode simplificar bastante o planejamento. Mas isenção de visto não significa entrada automática no país.

Brasileiros têm acesso sem visto prévio a dezenas de destinos, e o passaporte brasileiro aparece entre os documentos de viagem com ampla mobilidade internacional. Na edição de julho de 2026 do Henley Passport Index, o Brasil aparece na 16ª posição, com acesso sem visto prévio a 169 destinos, segundo os dados divulgados pela Henley & Partners. (Henley Global)

Ainda assim, cada país estabelece suas próprias condições. Podem existir limites de permanência, exigências de validade do passaporte, passagem de retorno, comprovantes de hospedagem, recursos financeiros, vacinas ou autorizações eletrônicas.

Por isso, antes de comprar a passagem, vale conferir não apenas se o destino exige visto, mas também quais são as condições para entrar e permanecer legalmente no país.

Como funciona a isenção de visto para o passaporte brasileiro?

A isenção de visto permite que o viajante entre em determinado país sem solicitar antecipadamente um visto consular para uma finalidade específica, normalmente turismo ou visitas de curta duração.

Isso não elimina o controle migratório. Na chegada, o agente de imigração continua podendo verificar:

  • motivo da viagem;
  • duração planejada da estadia;
  • passagem de retorno ou continuação;
  • hospedagem;
  • recursos financeiros;
  • validade e condições do documento de viagem;
  • cumprimento das exigências sanitárias;
  • eventuais autorizações eletrônicas obrigatórias.

O próprio Ministério das Relações Exteriores ressalta que a decisão sobre permitir ou não a entrada de um brasileiro pertence às autoridades migratórias do país de destino. (Serviços e Informações do Brasil)

O poder do passaporte brasileiro no mundo

O passaporte brasileiro possui uma rede ampla de acordos de isenção de visto. No ranking de julho de 2026 da Henley & Partners, o Brasil ocupa a 16ª colocação, empatado com a Argentina, com 169 destinos acessíveis sem visto prévio na metodologia do índice. (Henley Global)

Esse número, porém, não deve ser interpretado como uma lista definitiva de países em que basta desembarcar sem nenhuma outra formalidade.

O conceito utilizado por rankings de passaportes pode incluir diferentes modalidades de acesso e, principalmente, as regras de imigração podem mudar ao longo do tempo.

Antes de viajar, consulte sempre as regras oficiais do país de destino.

Isenção de visto não é entrada automática

Imagine que um brasileiro compre uma passagem para a Europa para passar 20 dias.

Ele pode não precisar de visto para uma viagem turística de curta duração pelo Espaço Schengen. Mesmo assim, poderá ser questionado sobre onde ficará hospedado, quando pretende voltar ao Brasil e se possui recursos para custear a viagem.

Se não conseguir demonstrar que atende às condições de entrada, a isenção de visto não impede que a imigração tome uma decisão desfavorável.

Por isso, o melhor princípio é simples:

Sem visto não significa sem documentação.

Documentos obrigatórios para viajar para o exterior sem visto

Não existe um conjunto universal de documentos que sirva para todos os países.

Entretanto, alguns itens aparecem com frequência nas regras de entrada:

  • passaporte válido, quando o destino não aceita documento de identidade;
  • passagem de retorno ou continuação da viagem;
  • comprovante de hospedagem;
  • comprovação de recursos financeiros, quando exigida;
  • seguro ou assistência médica, quando exigidos;
  • certificado internacional de vacinação, quando aplicável;
  • autorização eletrônica de viagem, quando o país utilizar esse sistema.

A recomendação do Itamaraty é consultar diretamente as autoridades do país estrangeiro para saber quais documentos são necessários. (Serviços e Informações do Brasil)

Validade do passaporte: seis meses é uma regra universal?

Não.

É comum ouvir que todo passaporte precisa ter pelo menos seis meses de validade para qualquer viagem internacional. Essa não é uma regra mundial única.

A Polícia Federal explica que, para entrar em outro país, o passaporte precisa estar válido e que o viajante deve verificar junto às autoridades do destino se uma validade próxima do vencimento poderá impedir a entrada. (Serviços e Informações do Brasil)

No Espaço Schengen, por exemplo, a regra indicada pelo Ministério das Relações Exteriores é que o passaporte esteja válido por pelo menos três meses após a data prevista para a saída do espaço europeu. (Serviços e Informações do Brasil)

Já os Emirados Árabes Unidos informam que o passaporte não deve ter validade inferior a seis meses. (Ministério das Relações Exteriores)

Portanto, a forma mais segura de planejar é verificar a regra específica do destino, e não assumir que existe um prazo único para todos os países.

Passagem de volta, hospedagem e comprovação financeira

A imigração pode querer saber se a viagem realmente corresponde ao objetivo declarado.

Por isso, mantenha acessíveis:

  • passagem de retorno ao Brasil ou para o próximo destino;
  • reservas de hotel ou endereço de hospedagem;
  • roteiro básico da viagem;
  • comprovantes de recursos financeiros;
  • cartão internacional ou outro meio de pagamento;
  • seguro viagem, quando contratado ou exigido.

Não existe um valor diário universal que todos os brasileiros precisam comprovar em qualquer país.

A exigência financeira varia conforme o destino e, em alguns lugares, também pode variar de acordo com a forma de hospedagem.

Na França, por exemplo, o Ministério das Relações Exteriores informa valores diferentes de recursos diários conforme o viajante apresente carta-convite, reserva de hotel ou nenhum comprovante de hospedagem. (Serviços e Informações do Brasil)

Na prática, isso significa que não é seguro decorar um valor encontrado em uma lista na internet e tratá-lo como regra mundial.

Seguro viagem é obrigatório em todos os países sem visto?

Não.

A obrigatoriedade do seguro depende das regras do país e da situação migratória do viajante.

No Espaço Schengen, por exemplo, o seguro médico de viagem com cobertura mínima de € 30 mil é uma exigência prevista para determinados pedidos de visto Schengen. Para brasileiros que entram sem visto, entretanto, não se deve simplesmente transportar essa regra de solicitação de visto para todas as situações de entrada sem visto. (EUR-Lex)

Mesmo quando não for obrigatório, o seguro pode evitar despesas muito altas em caso de atendimento médico, internação, problemas com bagagem ou necessidade de assistência durante a viagem.

Antes de embarcar, confira se o país exige seguro e quais coberturas mínimas são aceitas.

Viagens na América do Sul: quando usar apenas o RG?

Em viagens de turismo para países do Mercosul e outros países sul-americanos que participam dos acordos aplicáveis, brasileiros podem, em determinadas situações, viajar sem passaporte usando uma cédula de identidade.

A Polícia Federal informa que, para turismo, o documento deve estar em bom estado de conservação, com fotografia que permita identificar claramente o titular e, na orientação oficial brasileira, ter sido emitido há menos de 10 anos. (Serviços e Informações do Brasil)

Um ponto importante: CNH não substitui o RG como documento de viagem nesses casos.

A Polícia Federal é explícita ao informar que CNH, OAB, CRM, certidões e outros documentos de identificação não são aceitos para ingresso nos países do Mercosul como documento de viagem. (Serviços e Informações do Brasil)

Também é recomendável levar a identidade física. A versão digital do documento não deve ser presumida como substituta do documento físico nos controles migratórios.

Principais países sem visto para brasileiros

As regras abaixo servem como referência para viagens de turismo e curta duração. Prazos e exigências podem mudar, portanto devem ser reconfirmados antes do embarque.

Destino Entrada sem visto prévio Permanência indicada Atenção principal
Portugal Sim Até 90 dias em 180 Regra do Espaço Schengen
Itália Sim Até 90 dias em 180 Regra do Espaço Schengen
Noruega Sim Até 90 dias em 180 Regra do Espaço Schengen
Irlanda Sim Até 90 dias Não faz parte do Espaço Schengen
Chile Sim Até 90 dias Turismo pode permitir uso de documento de identidade
Colômbia Sim Menos de 90 dias para curta estadia Controle migratório e documentação
África do Sul Sim Até 90 dias Verificar exigências sanitárias
Marrocos Sim Até 90 dias Confirmar regras antes da viagem
Emirados Árabes Unidos Sim Até 90 dias a cada 12 meses Passaporte com validade mínima de 6 meses
Tailândia Sim Até 90 dias pelo acordo bilateral TDAC e requisitos sanitários

Europa: Portugal, Itália e Noruega

Portugal, Itália e Noruega fazem parte do Espaço Schengen. Brasileiros podem realizar viagens de curta duração sem visto, observando o limite de 90 dias dentro de um período de 180 dias. (Serviços e Informações do Brasil)

Isso significa que os 90 dias são calculados considerando o conjunto do Espaço Schengen, e não 90 dias para cada país.

Por exemplo, quem passa 30 dias em Portugal e depois segue para Itália e França não ganha um novo período de 90 dias a cada fronteira.

O passaporte também precisa respeitar a regra de validade aplicável ao espaço europeu. (Serviços e Informações do Brasil)

E a Irlanda?

A Irlanda possui regras próprias e não integra o Espaço Schengen.

Brasileiros podem entrar sem visto para turismo, e a permanência autorizada em uma visita pode chegar a 90 dias, sujeita ao controle migratório na chegada. A própria autoridade migratória irlandesa informa que o agente de fronteira determina a permissão de permanência, que pode ser de até 90 dias. (DFA)

Por isso, uma viagem para Portugal e outra para Irlanda não deve ser tratada como se fosse uma única regra migratória europeia.

América do Sul: Chile e Colômbia

A América do Sul está entre as regiões mais práticas para brasileiros que querem reduzir a burocracia.

O Chile e a Colômbia são exemplos de destinos que permitem viagens de curta duração sem visto prévio para brasileiros.

A Colômbia inclui o Brasil entre as nacionalidades isentas de visto para visitas de curta duração, definidas como estadias inferiores a 90 dias. (Cancillería)

Em diversos destinos sul-americanos, o viajante também pode aproveitar acordos que permitem o uso de documento de identidade em viagens de turismo.

Mesmo assim, o passaporte continua sendo uma opção mais ampla para quem pretende combinar países ou seguir viagem para outras regiões.

Ásia: Tailândia

A Tailândia é um bom exemplo de como a regra de visto pode coexistir com outras exigências de entrada.

O acordo bilateral entre Brasil e Tailândia prevê isenção de visto para passaportes comuns por até 90 dias. (Imagem MFA)

Além disso, a Tailândia passou a exigir o Thailand Digital Arrival Card (TDAC) para estrangeiros que entram no país. O registro deve ser feito online dentro dos três dias anteriores à chegada. A Embaixada Real da Tailândia em Brasília também alerta para a necessidade de fornecer informações relacionadas à vacinação contra febre amarela para brasileiros e viajantes procedentes do Brasil.

Há ainda uma importante atualização para quem encontra na internet informações sobre os antigos 60 dias de isenção.

Em maio de 2026, o governo tailandês anunciou uma revisão das regras de isenção de visto. Entretanto, a própria autoridade tailandesa distingue os regimes gerais de isenção dos acordos bilaterais, e o Brasil possui acordo bilateral específico de até 90 dias.

Por isso, não é recomendável basear o planejamento em listas antigas de “60 dias na Tailândia”.

Oriente Médio: Emirados Árabes Unidos

Brasileiros com passaporte comum podem viajar aos Emirados Árabes Unidos sem visto, graças ao acordo de isenção entre os dois países.

A Embaixada dos Emirados Árabes Unidos em Brasília informa que brasileiros não precisam de visto para permanência de até 90 dias a cada 12 meses. (Ministério das Relações Exteriores)

A mesma representação diplomática informa que o passaporte deve ter validade mínima de seis meses e que a apresentação de passagem de retorno ou continuação pode ser uma condição para entrada. (Ministério das Relações Exteriores)

Dubai e Abu Dhabi, portanto, podem ser incluídos no planejamento de uma viagem internacional sem necessidade de solicitar previamente um visto de turismo.

África: África do Sul e Marrocos

A África do Sul também oferece isenção de visto para turistas brasileiros por até 90 dias, conforme informação divulgada pelo Ministério do Turismo brasileiro. (Serviços e Informações do Brasil)

Marrocos também aparece entre os destinos acessíveis sem visto prévio para brasileiros, com permanência turística de até 90 dias conforme referências de viagem atualmente disponíveis. Como as regras consulares podem sofrer alterações, é importante confirmar a condição diretamente com as autoridades marroquinas antes da compra da passagem.

Na África, as exigências sanitárias merecem atenção especial, principalmente em relação à febre amarela.

Febre amarela e CIVP: quando a vacina pode ser exigida?

A ausência de visto não significa ausência de exigências sanitárias.

Alguns países exigem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) contra febre amarela de viajantes procedentes de determinadas áreas.

A Anvisa mantém uma relação de países que exigem o certificado e orienta os viajantes a observar as exigências do destino. (Serviços e Informações do Brasil)

Em atualização de 2026, a Anvisa também reforçou que, para emissão do CIVP contra febre amarela, é aceita a dose padrão da vacina, e que a vacinação deve respeitar a antecedência necessária para viagens internacionais. (Serviços e Informações do Brasil)

Por isso, se o roteiro incluir países que exigem o certificado, não deixe essa etapa para a véspera do embarque.

Novas exigências internacionais: o que são as autorizações eletrônicas de viagem?

Uma das principais mudanças no planejamento de viagens internacionais é o crescimento das autorizações eletrônicas de viagem.

Elas não são necessariamente vistos.

A diferença básica é:

Visto: normalmente envolve um processo migratório mais amplo e pode exigir formulário, documentos, pagamento, análise e, dependendo do país, entrevista.

Autorização eletrônica: costuma ser uma autorização prévia digital para viajantes de nacionalidades que continuam isentas de visto.

O viajante, portanto, pode continuar sendo considerado “isento de visto” e, ainda assim, precisar obter uma autorização eletrônica antes de embarcar.

ETIAS: o que muda para brasileiros na Europa?

O ETIAS — Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem — está previsto para começar a operar no último trimestre de 2026.

A União Europeia informa que a autorização será exigida de viajantes de países que atualmente não precisam de visto para estadias de curta duração, incluindo brasileiros que cumpram os critérios aplicáveis. (Viagem Europa)

Outro ponto que merece atenção é o preço: a União Europeia anunciou que a taxa do ETIAS será de €20, e não mais €7 como previsto anteriormente. (Viagem Europa)

Como estamos em 2026 e a implementação ainda está prevista para o último trimestre, não trate o ETIAS como se já fosse uma exigência vigente em agosto de 2026.

A situação deve ser conferida no portal oficial da União Europeia imediatamente antes da viagem.

EES: o sistema de entrada e saída da Europa

Outra mudança é o Entry/Exit System (EES).

Diferentemente do ETIAS, o EES não é uma autorização que o turista precisa solicitar antes da viagem.

Ele é um sistema de registro de entradas e saídas de cidadãos de países de fora da União Europeia em viagens de curta duração.

A Comissão Europeia informa que o EES está plenamente operacional desde 10 de abril de 2026 e registra dados do documento e informações biométricas, como fotografia facial e impressões digitais, nas categorias abrangidas pelo sistema. (Migration and Home Affairs)

Checklist antes de embarcar para um país sem visto

Antes de sair de casa, confira estes itens:

  • Passaporte válido de acordo com a regra do país de destino.
  • Verificar se o destino realmente dispensa visto para brasileiros na data da viagem.
  • Conferir o limite de permanência permitido.
  • Confirmar se existe autorização eletrônica obrigatória.
  • Comprar passagem de retorno ou continuação quando exigida.
  • Salvar reserva de hotel ou comprovante de hospedagem.
  • Ter meios para comprovar recursos financeiros, se solicitado.
  • Contratar seguro viagem quando obrigatório e, mesmo quando não for, avaliar a conveniência de viajar protegido.
  • Conferir exigências de vacinação.
  • Emitir o CIVP quando o destino exigir.
  • Manter cópias dos documentos importantes.
  • Conferir as regras de imigração diretamente na fonte oficial poucos dias antes do embarque.

O que pode causar problemas na imigração?

Entre os erros mais comuns estão:

  1. Comprar passagem sem verificar a validade do passaporte

O documento pode estar válido para sair do Brasil, mas não cumprir a exigência do destino.

  1. Confundir isenção de visto com autorização automática de entrada

A imigração continua tendo poder para avaliar a entrada do viajante.

  1. Não ter comprovante de hospedagem

Uma reserva acessível no celular pode facilitar a comprovação do roteiro.

  1. Não conseguir demonstrar como a viagem será custeada

Alguns destinos podem solicitar comprovação de recursos.

  1. Confundir países europeus

Irlanda, Reino Unido e países do Espaço Schengen possuem regras diferentes.

  1. Usar CNH como documento internacional na América do Sul

A CNH não substitui a cédula de identidade para ingresso nos países em que o acordo permite viagem turística sem passaporte. (Serviços e Informações do Brasil)

  1. Ignorar exigências sanitárias

A falta de um certificado de vacinação exigido pode comprometer o embarque ou a entrada.

  1. Confiar em uma lista antiga de países sem visto

Regras migratórias mudam. A Tailândia, por exemplo, anunciou alterações em seu sistema de isenção durante 2026. 

Como planejar uma viagem internacional com menos burocracia?

Uma boa estratégia é separar o planejamento em quatro etapas.

1. Escolha o destino

Verifique se brasileiros precisam de visto para a finalidade da viagem.

Turismo, trabalho, estudo e residência podem ter regras completamente diferentes.

2. Confira o prazo de permanência

Não basta saber que o país é “sem visto”.

Descubra se a autorização permite 30, 60, 90 ou outro número de dias e se existe uma regra de período de referência.

3. Monte sua pasta de imigração

Deixe juntos:

  • passaporte;
  • passagem de retorno;
  • hospedagem;
  • seguro;
  • comprovantes financeiros;
  • roteiro;
  • documentos sanitários;
  • autorização eletrônica, se necessária.

Tenha tudo no celular e, para documentos críticos, considere também uma cópia offline ou impressa.

4. Faça uma última conferência antes do embarque

Essa etapa é especialmente importante porque regras de entrada podem mudar entre o momento em que a viagem é planejada e a data do embarque.

O Portal Consular do Ministério das Relações Exteriores reúne informações para brasileiros que pretendem viajar ao exterior e é uma das principais fontes oficiais para iniciar essa verificação. (Serviços e Informações do Brasil)

Perguntas frequentes

Quais países não precisam de visto para brasileiros?

Existem dezenas de destinos acessíveis sem visto prévio para brasileiros. Entre os exemplos estão Portugal, Itália, Noruega, Irlanda, Chile, Colômbia, África do Sul, Marrocos, Emirados Árabes Unidos e Tailândia, observadas as regras específicas de cada destino.

Quanto tempo um brasileiro pode ficar na Europa sem visto?

Nos países do Espaço Schengen, a regra geral para brasileiros em viagens de curta duração é de até 90 dias dentro de um período de 180 dias. (Serviços e Informações do Brasil)

Posso viajar para a América do Sul somente com RG?

Em viagens de turismo para países abrangidos pelos acordos aplicáveis, sim. A Polícia Federal informa que é possível dispensar o passaporte usando uma cédula de identidade em bom estado e, na orientação oficial, emitida há menos de 10 anos. (Serviços e Informações do Brasil)

A CNH serve para viajar para países do Mercosul?

Não. A CNH não substitui a cédula de identidade como documento de viagem nesses casos. (Serviços e Informações do Brasil)

Preciso ter seis meses de validade no passaporte?

Não existe uma regra universal de seis meses. O prazo depende do destino. A Polícia Federal orienta verificar a exigência específica do país. (Serviços e Informações do Brasil)

Seguro viagem é obrigatório para todos os países sem visto?

Não. A obrigatoriedade depende do destino e da situação migratória. Mesmo quando não obrigatório, o seguro pode ser importante para reduzir o risco financeiro de despesas médicas e outros imprevistos.

O que é ETIAS?

É uma autorização eletrônica de viagem da União Europeia para viajantes de países que não precisam de visto para estadias curtas. A previsão oficial é que o sistema comece a operar no último trimestre de 2026, com taxa de €20. (Viagem Europa)

O ETIAS é um visto?

Não. É uma autorização eletrônica prévia para viajantes que continuam enquadrados na isenção de visto. Ainda assim, possuir um ETIAS aprovado não elimina o controle migratório na fronteira.

Quanto dinheiro preciso comprovar na imigração?

Não existe um valor único válido para todos os países. A exigência depende do destino e pode considerar duração da viagem, hospedagem e outras circunstâncias. Em alguns países, existem valores específicos definidos pelas autoridades locais. (Serviços e Informações do Brasil)

O passaporte brasileiro está entre os mais fortes do mundo?

Sim. No Henley Passport Index de julho de 2026, o Brasil aparece na 16ª posição, com acesso sem visto prévio a 169 destinos segundo a metodologia do índice. (Henley Global)

Conclusão

Encontrar países que não precisam de visto para brasileiros pode tornar uma viagem internacional muito mais simples, mas a isenção é apenas uma parte do planejamento.

O viajante ainda precisa verificar prazo de permanência, validade do passaporte, passagem de retorno, hospedagem, recursos financeiros, seguro, vacinação e eventuais autorizações eletrônicas.

Entre os destinos que podem entrar no radar estão países europeus do Espaço Schengen, opções da América do Sul, além de destinos na Ásia, África e Oriente Médio. As condições, porém, não são iguais para todos.

A regra mais importante é evitar listas genéricas e conferir as exigências diretamente nas fontes oficiais antes de viajar. O próprio Ministério das Relações Exteriores orienta brasileiros a consultar as autoridades do país de destino para informações sobre vistos e entrada. (Serviços e Informações do Brasil)

Assim, viajar sem visto deixa de ser apenas uma questão de “não precisar preencher um formulário” e passa a ser o que realmente deve ser: uma viagem planejada com antecedência e preparada para o controle migratório.

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